Por que a minha infância foi feliz, apesar da doença:
Quando fui para a escola, tive imensa dificuldade em entender por que queriam que eu estivesse ali. No primeiro dia troquei porradas com um colega (que depois virou meu melhor amigo), e achei que fosse um lugar aonde nos mandavam só para testar nossa resistência. Às porradas resisti bem, mas o tédio quase me matou.
Revendo o passado, noto que os bons amigos que fui fazendo na juventude -- Taunay, Zé Cássio, Zé Adura, Otto, Laudo Paroni -- eram todos brigões, mas de bom coração. Jamais gostei da companhia de cagões. Amigo é quem bate e apanha ao nosso lado.

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