domingo, 13 de março de 2016

Não chega a ser lindo, charmoso, encantador que, quanto mais o “establishment” universitário alardeia o multiculturalismo, a equivalência de todas as culturas e o fim do “etnocentrismo”, com mais arrogância e prepotência ele imponha o modelo ocidental moderno de ciência como o juiz supremo e último de todas as discussões?
 
Se as culturas de todos os lugares se equivalem, por que não as de todos os tempos? Se a cultura ianomâmi é um valor a ser preservado, por que a cultura da Europa cristã é uma massa nojenta de erros e preconceitos que tem de ser destruída?
 
Talvez a mais grotesca mentira histórica ensinada às crianças nas escolas e reproduzida “ad nauseam” nos filmes e na TV, para gáudio e orgulho dos Pirrôlas da vida, seja a de que o advento da ciência moderna, no Renascimento, acabou com o sistema medieval de pseudociências e superstições. O Renascimento, foi, ao contrário, o período histórico de maior florescimento da alquimia, da astrologia e da magia, em doses que os medievais não poderiam nem mesmo imaginar. E com freqüência os pioneiros da ciência moderna, como Isaac Newton, Elias Ashmole e Johann Kepler foram eles mesmos os mais devotos praticantes das “superstições” alegadamente medievais. Isso é talvez o fato histórico mais abundantemente comprovado e o mais persistentemente ocultado.
 
 Você sabia? Grande parcela da arte renascentista, hoje esquecida, constituiu-se de pura pornografia — a única atividade lucrativa que restava para os artistas que não tinham obtido sucesso na Igreja e na côrte.
 
 
O de C
 
 

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