Se a alma fosse uma substância separada do corpo, seria impossível
compreender qualquer coisa da psicologia de um ser humano pela sua
expressão corporal.
O dualismo está tão impregnado na cultura moderna, que a maioria das
pessoas continua interpretando nesse sentido a afirmação de que "a alma é
a forma do corpo". Entende forma no sentido de formato externo, ou no
sentido da distinção entre o especial e o inespacial. Alguém diz, por
exemplo, "A alma não tem glândulas". É claro que tem, A alma não é o
formato, é a fórmula, o algorítmo, o princípio articulador, a lei de
proporcionalidade intrínseca do corpo. Nada está no corpo que não esteja
antes -- e depois -- na alma.
O algoritmo contém todas as mutações que a individualidade
corporalizada pode sofrer ao longo da sua existência terrestre,
separadas daquelas que não pode. Por exemplo, você pode ficar gordo ou
magro, pode vir a ser um santo ou um genocida, mas não se transformará
jamais numa vaca ou num trombone.
O de C
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