segunda-feira, 4 de abril de 2016

Se a alma fosse uma substância separada do corpo, seria impossível compreender qualquer coisa da psicologia de um ser humano pela sua expressão corporal.

O dualismo está tão impregnado na cultura moderna, que a maioria das pessoas continua interpretando nesse sentido a afirmação de que "a alma é a forma do corpo". Entende forma no sentido de formato externo, ou no sentido da distinção entre o especial e o inespacial. Alguém diz, por exemplo, "A alma não tem glândulas". É claro que tem, A alma não é o formato, é a fórmula, o algorítmo, o princípio articulador, a lei de proporcionalidade intrínseca do corpo. Nada está no corpo que não esteja antes -- e depois -- na alma.

O algoritmo contém todas as mutações que a individualidade corporalizada pode sofrer ao longo da sua existência terrestre, separadas daquelas que não pode. Por exemplo, você pode ficar gordo ou magro, pode vir a ser um santo ou um genocida, mas não se transformará jamais numa vaca ou num trombone.



O de C

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