segunda-feira, 4 de abril de 2016

A desproporção entre a magnitude da rede criminosa que nos governa e a modéstia da punição que se exige é grotesca. Dilma nunca foi a chefe da quadrilha e não é nem mesmo um dos seus agentes mais poderosos. É um símbolo apenas. Punir um oceano de crimes com a destituição de um membro menor da organização criminosa é humilhar as vítimas -- e, notem, até essa miserável consolação simbólica está difícil de obter. Quando, diante desse estado de coisas, aparece um Vidas-Boas todo sorridente dizendo que reina no país a normalidade institucional, ele acrescenta ao escárnio o insulto e assume a identidade de um guardião da ordem mafiosa.

O maior e mais perigoso inimigo da ordem jurídica neste país é o STF.

Muitas pessoas só usam o dom da fala para cobrir de lindas aparências a miséria das suas vidas. Num filme do Jim Carey, o sujeito está tocando punheta e diz que é meditação. Os petistas são bandidos fugindo da ira das suas vítimas e dizem que são heróis da Resistência fugindo do fascismo.

No Brasil existe um partido fascista? Não. Existe um poderoso movimento fascista, com militantes fardados armados de porretes espancando pessoas pelas ruas? Não. Então por que o PT vive fingindo que o perigo que o cerca é o fascismo? Porque é mais bonito fugir de uma tropa fascista que do japonês da Federal.

Se existisse um partido fascista, ele já teria acabado com o PT e instalado no governo federal a sua própria roubalheira. Seria mais fácil identificar os ladrões, porque eles andariam com a farda do partido.

O povo brasileiro ainda não entendeu que só haverá ordem jurídica no país quando os juízes do STF forem para a cadeia?

O de C

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