domingo, 8 de maio de 2016

MAMA ÁFRICA
Queria pedir licença para exaltar aqui em minha página um artista brasileiro (um outro, além de mim kkk). Ele se chama Chico César. A história dele é muito importante para entendermos como o músico negro nordestino brasileiro é sequestrado pelo governo comunista em vigência. Coincidência ou não, sua música de maior sucesso fala das MÃES de nosso Brasil Africano e de como foram historicamente oprimidas. Nesse vídeo, seus pais são atores, toda sua família está presente. Ele atinge um nível de autoria e genialidade que só um NEGRO ÍNDIO ERÊ seria capaz. O mais interessante é que ele se assume famoso antes mesmo de ser. Não tinha medo de nada. Porém, como toda grande força artística brasileira, FOI APAGADO. Aniquilaram o Chico. Roubaram o Chico. Todo dinheiro que ele fez no seu auge de sucesso nos anos 90 foi tirado de suas mãos. Ele não evoluiu mais. Sem o poder do capital, sua música não atingiu os níveis de complexidade e popularidade do seu maior ídolo internacional, o recém falecido PRINCE. Seu antigo empresário fugiu com tudo. Enfraquecido, não lhe restou nada além de se submeter ao ESTADO. O adotaram. Alguém tinha que pagar suas contas. Alguém tinha que o empoderar, caso contrário ele se matava. Ele se deixou ser abduzido. Foi secretário de cultura do governo da Paraíba, clamou pelo Lula, chegou até à cantar no velório do HUGO CHAVEZ!! Virou um artista comunista sem nem mesmo perceber. Aquele Chico Cesár, livre, "funky", correndo por Catolé do Rocha, MORREU.
Ele teria sido tudo que quisesse, um individuo poderoso em sua arte POP se não tivesse sido furtado pelo empresário. Mas o que fez o empresário furtá-lo, na verdade, tem bastante à ver com a cooptação criminosa que esse governo corrupto estabelece desde 2003: ARTISTA BOM, SÓ SE FOR ARTISTA PAGO PELOS EDITAIS DO ESTADO. Mas voltemos à música pois a arte é nossa MAMA. A música brasileira aqui é minha trilha sonora diária, passei à amar mais ainda nossa língua cabocla, matuta, portuguesa. Como é única nossa mistura! A música é nosso produto eterno, nossa Apple. Nosso maior bem de consumo. Enquanto ainda há vida, sei que é possível transformar. Chico César voltará à correr livre, em diálogo de beleza pura com um público maior, um público de 200 milhões de brasileiros que quer dançar como ele dança nesse videoclipe clássico feito em 1995 ou 1996. Escutem, vejam e sonhem. Tudo vai melhorar, com a fé em Deus e em Nossa Senhora Aparecida, a negra, a nossa MAMA ÁFRICA, mãe solteira, que tem que fazer mamadeira todo dia, além de cuidar neném, além de fazer denguim.

Daniel Aragão

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