O "teatro épico" de Bertolt Brecht é de cabo a rabo uma fraude. É
propaganda enganosa. Desligar o espectador da mágica do espetáculo
mediante um "distanciamento crítico" não é de maneira alguma libertá-lo
de uma ilusão. O distanciamento crítico, por definição, tem de vir APÓS o
espetáculo, tomando-o como objeto de reflexão. Misturar as duas coisas
no corpo mesmo do espetáculo é aprisionar antecipadamente a reflexão,
forçando conclusões que o espectador deveria tirar por si mesmo depois. É
forçar cada um a pensar como Bertolt Brecht, induzindo-o a crer que
está pensando por si próprio.
O de C
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