Refletindo sobre a aula I do Pe. Paulo Ricardo: Se não existe a
"analogia entis", se as coisas criadas nada indicam sobre Deus, menos
ainda podem fazê-lo as línguas humanas -- inclusive aquelas nas quais a
Bíblia circula.
Ainda sobre a aula do Pe. Paulo Ricardo: A Bíblia inteira, desde o
primeiro versículo, clama pela "analogia entis", sem a qual ela própria
seria apenas um amontoado de palavras sem sentido.
Se não existisse a "analogia entis", como poderiam o pão e o vinho ser o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo?
Quem divide o Cristo em dois, humano e divino, e só cultua este
último separando-o do primeiro, é SEM DÚVIDA POSSÍVEL um inimigo do
Salvador. "Se Cristo não veio na carne, vã é a nossa fé."
Se o fato da Queda tivesse destruído a inteligência humana ao ponto
de torná-la incapaz de discernir a verdade nas coisas materiais, muito
mais incapaz ela seria de atinar com a verdade nas palavras da Bíblia.
Deus nunca pediu que lêssemos a Bíblia inteira e vivêssemos arrotando
versículos a torto e a direito. Ao contrário, pediu que usássemos do
Seu Nome com a parcimônia que o respeito exige. E pediu que MEDITÁSSEMOS
os Seus ensinamentos dia e noite. Dou meu testemunho pessoal de que
cada versículo da Bíblia é um oceano de mistérios e revelações que às
vezes levam dez, vinte anos, para nos deixar entrever algo do seu
sentido.
Por exemplo, para começar com o começo: se o próprio Deus é luz, como
pode Ele ter dito "Faça-se a Luz"? Não respondam, por favor. Pensem
nisso dez anos, em silêncio. Vale a pena.
Como estudar a Bíblia? É simples. Leia dois ou três versículos e reze durante um mês para que Deus o faça entendê-los.
O fiel católico não deve recuar com horror nem mesmo diante das
idéias ateísticas mais blasfemas e ofensivas, pois nelas pode estar
embutida alguma fragilidade da apologética existente que ainda pode ser
corrigida. Tudo é útil aos que servem a Deus,
O de C
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
QUE CARALHO É O FASCISMO
Fascismo foi um movimento criado por soldados que voltavam da I Guerra Mundial, com os olhos repletos de visões de sangue e horror, e que, sentindo-se deslocados no artificialismo da "ordem burguesa", achavam lindo atear fogo em tudo. Apaixonaram-se pela idéia trotskista de militarizar a sociedade e a roubaram dos comunistas, que segundo eles eram aliados dos burgueses. Com o tempo foram adotando políticas econômicas copiadas daqui e dali e compuseram um discurso ideológico mais ou menos completo, misturado a chavões do modernismo literário e artístico, onde primavam o culto da nação (com ou sem o nome de "raça") e a submissão de tudo à autoridade onipotente do Estado. Leiam os livros de A. James Gregor e Modris Eksteins. - O de C
A esta altura, a "direita" só tem três esperanças:
(A) A desobediência civil organizada, que nem começou ainda.
(B) A intervenção militar, que os militares não querem.
(C) A candidatura do Bolsonaro à presidência.
No meu modesto entender, esta última é por enquanto a mais viável. Felizmente, as tentativas de destrui-la só a fortalecem.
O de C
(A) A desobediência civil organizada, que nem começou ainda.
(B) A intervenção militar, que os militares não querem.
(C) A candidatura do Bolsonaro à presidência.
No meu modesto entender, esta última é por enquanto a mais viável. Felizmente, as tentativas de destrui-la só a fortalecem.
O de C
Peço especial atenção dos MEUS ALUNOS para esta mensagem. É uma verdade
conhecida desde os tempos de Platão que a circulação das idéias na
sociedade não é um processo aleatório:
obedece a leis objetivas que podem ser compreendidas e utilizadas.
Manejá-las é uma arte sutil que, como a poesia, pode ser aprendida, mas
não ensinada.
Comparadas com essa arte, as técnicas dos modernos engenheiros sociais são toscas, pesadonas, custosas e pouco eficazes.
Uma das leis é que uma idéia transmitida a um pequeno grupo de pessoas intelectualmente ativas e vigorosas se espalha pela sociedade em círculos concêntricos, em formas cada vez mais diluídas, até atingir multidões de pessoas que não têm o menor conhecimento da origem da influência e só a apreendem nos seus aspectos mais periféricos e mecânicos.
As idéias transformam-se em slogans, chavões e por fim em meros cacoetes mentais que se propagam como fungos.
Algumas pessoas – pouquíssimas – são espertas o bastante para pressentir a mensagem mais densa por trás dessas ondas periféricas e remontar à fonte para aprender mais.
A maioria toma o reflexo diluído como se fosse ele próprio a fonte de luz, e o repete mecanicamente, não raro acreditando que é da sua própria invenção.
Uma parte dessas reações periféricas é necessariamente negativa, apedrejando a fonte sem enxergá-la. Calculo essa parcela em um menos de um milésimo do conjunto.
No geral, entretanto, a irradiação reflete diretamente o intuito da fonte, repetindo, sob formas simplificadas e mecânicas, a mensagem dada inicialmente a um pequeno círculo de ouvintes.
Os fatores mais decisivos no processo são o MOMENTO e a FORMA da mensagem originária.
Não recomendo a NINGUÉM que tente fazer igual.
Quando lancei "O Imbecil Coletivo", na forma e no momento que escolhi, sabia que o livro, por si, completaria a primeira fase da destruição da hegemonia esquerdista: fazer com que os intelectuais de partido recuassem do debate aberto para o espaço protegido da salas de aula, onde podiam, sem o perigo de um revide, ainda bancar os gostosões diante de aluninhos amedrontados e inermes. A segunda fase -- expulsá-los das salas de aula --
é um processo muito mais demorado, mas já em curso. Como diria Jack o Estripador, vamos por partes.
O de C
Comparadas com essa arte, as técnicas dos modernos engenheiros sociais são toscas, pesadonas, custosas e pouco eficazes.
Uma das leis é que uma idéia transmitida a um pequeno grupo de pessoas intelectualmente ativas e vigorosas se espalha pela sociedade em círculos concêntricos, em formas cada vez mais diluídas, até atingir multidões de pessoas que não têm o menor conhecimento da origem da influência e só a apreendem nos seus aspectos mais periféricos e mecânicos.
As idéias transformam-se em slogans, chavões e por fim em meros cacoetes mentais que se propagam como fungos.
Algumas pessoas – pouquíssimas – são espertas o bastante para pressentir a mensagem mais densa por trás dessas ondas periféricas e remontar à fonte para aprender mais.
A maioria toma o reflexo diluído como se fosse ele próprio a fonte de luz, e o repete mecanicamente, não raro acreditando que é da sua própria invenção.
Uma parte dessas reações periféricas é necessariamente negativa, apedrejando a fonte sem enxergá-la. Calculo essa parcela em um menos de um milésimo do conjunto.
No geral, entretanto, a irradiação reflete diretamente o intuito da fonte, repetindo, sob formas simplificadas e mecânicas, a mensagem dada inicialmente a um pequeno círculo de ouvintes.
Os fatores mais decisivos no processo são o MOMENTO e a FORMA da mensagem originária.
Não recomendo a NINGUÉM que tente fazer igual.
Quando lancei "O Imbecil Coletivo", na forma e no momento que escolhi, sabia que o livro, por si, completaria a primeira fase da destruição da hegemonia esquerdista: fazer com que os intelectuais de partido recuassem do debate aberto para o espaço protegido da salas de aula, onde podiam, sem o perigo de um revide, ainda bancar os gostosões diante de aluninhos amedrontados e inermes. A segunda fase -- expulsá-los das salas de aula --
é um processo muito mais demorado, mas já em curso. Como diria Jack o Estripador, vamos por partes.
O de C
sábado, 16 de janeiro de 2016
Olavo de Carvalho A moral sexual é o último refúgio dos canalhas.
A busca da perfeição quantitativa na conduta, se não é empreendida com todos os cuidados e sutilezas de dois milênios de teologia ascética, é a maneira mais rápida de destruir a qualidade da alma.
Confesso que no mais das vezes sou indiferente a problemas de moral sexual, exceto quando têm repercussões civilizacionais catastróficas. Na era do genocídio, ficar discutindo se o menino que tocou punheta vai para o inferno é faltar com o senso das proporções, portanto com a verdade. Pode-se discutir isso com o próprio menino, em privado, mas uma vasta pregação pública antipunheta num país que tem setenta mil homicídios e não sei quantos milhões de abortos por ano é ela própria uma punheta.
A moral sexual cristã laicizada é uma monstruosidade temível. Uma coisa é você sacrificar os seus desejos sexuais no altar de Deus, outra coisa é fazê-lo no altar da sociedade laica, do Estado e dos vizinhos fofoqueiros. Antes um putanheiro do que um idólatra.
A busca da perfeição quantitativa na conduta, se não é empreendida com todos os cuidados e sutilezas de dois milênios de teologia ascética, é a maneira mais rápida de destruir a qualidade da alma.
Confesso que no mais das vezes sou indiferente a problemas de moral sexual, exceto quando têm repercussões civilizacionais catastróficas. Na era do genocídio, ficar discutindo se o menino que tocou punheta vai para o inferno é faltar com o senso das proporções, portanto com a verdade. Pode-se discutir isso com o próprio menino, em privado, mas uma vasta pregação pública antipunheta num país que tem setenta mil homicídios e não sei quantos milhões de abortos por ano é ela própria uma punheta.
A moral sexual cristã laicizada é uma monstruosidade temível. Uma coisa é você sacrificar os seus desejos sexuais no altar de Deus, outra coisa é fazê-lo no altar da sociedade laica, do Estado e dos vizinhos fofoqueiros. Antes um putanheiro do que um idólatra.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Há verdades no marxismo, no fascismo, no feminismo, no gayzismo, em toda parte. Se você não apreende a verdade na fala do seu interlocutor, não consegue perceber quando ele foge dela em seguida. Todo argumento falso é destruído pela parcela de verdade que contém e esconde. Por isso é que sempre recomendo ler com espírito de assentimento, não de discordância. Os drs. Robert Langs e Andrew Hodges criaram um método de análise de
discurso que se baseia na descoberta da verdade contida na mentira. A
mentira, a rigor, não precisa ser contestada. Só compreendida. Ela diz a
verdade que esconde.
- O de C
- O de C
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